No dia 25 de novembro, lembramos a vida de Santa
Catarina de Alexandria, inspiradora e protetora de nosso estado. Nascida em
Alexandria, recebeu uma ótima formação cristã. É uma das mais célebres mártires
dos primeiros séculos, um dos Santos Auxiliadores. O pai, diz a lenda, era
Costes, rei de Alexandria. Ela própria era, aos 17 anos, a mais bonita e a mais
sábia das jovens de todo o império; esta sabedoria levou-a a ser muitas vezes
invocada pelos estudantes. Anunciou que desejava casar-se, contanto que fosse
com um príncipe tão belo e tão sábio como ela. Esta segunda condição embargou
que se apresentasse qualquer pretendente.
Texto retirado de http://santo.cancaonova.com - acessado em 21 de fevereiro de 2014 às 01h53min.
“Será a Virgem Maria que te procurará o noivo sonhado”, disse-lhe o ermitão Ananias, que tinha revelações. Maria aparece, de fato, a Catarina na noite seguinte, trazendo o Menino Jesus pela mão. “Gostas tu d’Ele?”, perguntou Maria. -”Oh, sim”. -”E tu, Jesus, gostas dela?” -”Não gosto, é muito feia”. Catarina foi logo ter com Ananias: “Ele acha que sou feia”, disse chorando. -”Não é o teu corpo, é a tua alma orgulhosa que Lhe desagrada”, respondeu o eremita. Este instruiu-a sobre as verdades da fé, batizou-a e tornou-a humilde; depois disto, tendo-a Jesus encontrado bela, a Virgem Santíssima meteu aos dois o anel no dedo; foi isto que se ficou chamando desde então o “casamento místico de Santa Catarina”.
Ansiosa de ir ter com o seu
Esposo celestial, Catarina ficou pensando unicamente no martírio. Conta-se que
ela apresentou-se em nome de Deus, diante do perseguidor, imperador Maxêncio, a
fim de repreendê-lo por perseguir aos cristãos e demonstrar a irracionalidade e
inutilidade da religião pagã. Santa Catarina, conduzida pelo Espírito Santo e
com sabedoria, conseguiu demonstrar a beleza do seguimento de Jesus na sua
Igreja. Incapaz de lhe responder, Maxêncio reuniu para a confundir os 50
melhores filósofos da província que, além de se contradizerem, curvaram-se para
a Verdade e converteram-se ao Cristianismo, isto tudo para a infelicidade do
terrível imperador.
Maxêncio mandou os filósofos
serem queimados vivos, assim como à sua mulher Augusta, ao ajudante de campo
Porfírio e a duzentos oficiais que, depois de ouvirem Catarina, tinham-se
proclamado cristãos. Após a morte destes, Santa Catarina foi provada na dor e
aprovada por Deus no martírio, tendo sido sacrificada numa máquina com quatro
rodas, armadas de pontas e de serras. Isto aconteceu por volta do ano 305. O
seu culto parece ter irradiado do Monte Sinai; a festa foi incluída no
calendário pelo Papa João XXII (1316-1334).
Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!
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